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28/8: SINDIMED-BA promove palestra sobre violência contra as mulheres

  • Foto do escritor: SINDIMED BAHIA
    SINDIMED BAHIA
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Grande parte das mulheres em situação de violência não chega a uma delegacia. Mas chega a um pronto-socorro, a um posto de saúde, a um consultório. É ali, diante de um profissional médico, que a violência costuma aparecer pela primeira vez, quase sempre sem ser nomeada.


E ela não cabe só na palavra "doméstica". A violência contra as mulheres é física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Acontece em casa, na rua, na sala de parto e no ambiente de trabalho, inclusive dentro de unidades de saúde, contra colegas, residentes e estudantes de medicina.


Reconhecer esses sinais, acolher sem revitimizar, conduzir o atendimento com segurança e cumprir corretamente o dever de notificação são responsabilidades que recaem sobre o médico e que raramente foram ensinadas na graduação. É sobre isso que o SINDIMED-BA convida a categoria a conversar.


No dia 28 de agosto, sexta-feira, às 13h30, na sede do sindicato, em Ondina, acontece a palestra "O papel do profissional médico no enfrentamento à violência contra as mulheres", dentro da programação do Agosto Lilás, mês nacional de mobilização contra a violência de gênero, marcado pelo aniversário da Lei Maria da Penha.


O encontro será conduzido por Fernanda Maria Costa Cerqueira, doutora e mestre em Direito Penal pela Universidade Federal da Bahia, Diretora de Políticas para as Mulheres de Salvador, professora universitária e advogada criminal. Em cerca de uma hora, a palestrante vai abordar os deveres legais do profissional de saúde, os caminhos de encaminhamento disponíveis na rede e como o atendimento médico pode se tornar uma porta de entrada, e não mais um obstáculo, para quem busca proteção.


O evento é aberto ao público, com atenção especial aos profissionais e estudantes de medicina.


Para o SINDIMED-BA, qualificar a categoria também é uma forma de defendê-la. Um médico que sabe o que fazer diante de um caso de violência protege a paciente e protege a si mesmo, com respaldo técnico e jurídico para agir.


Cuidar de quem cuida é o nosso compromisso.

 
 
 

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