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Sindimed-BA alerta para problemas na Cirurgia Pediátrica do Hospital Geral Roberto Santos

luizfranciscojorna
há 6 minutos
2 min de leitura

Falta de especialistas, atrasos salariais e demora no atendimento afetam o serviço e levantam questionamentos sobre as condições da residência médica


O serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, enfrenta problemas na composição das equipes, no acompanhamento dos pacientes e nas condições de trabalho dos profissionais.


Os relatos recebidos pelo Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA) apontam períodos sem cirurgiões pediátricos de plantão e dias em que apenas um especialista fica responsável pelo serviço.


Por ser um hospital de porta aberta, o HGRS recebe pacientes de urgência e emergência, além daqueles encaminhados pela regulação. A falta de profissionais limita a capacidade de atendimento e dificulta o recebimento de novos pacientes, inclusive os que precisam de cirurgias eletivas.


Outro problema é a ausência de médicos diaristas de Cirurgia Pediátrica para acompanhar os pacientes internados, avaliar a evolução dos casos e definir as condutas terapêuticas. Segundo relatos, há pacientes que passam dias aguardando atendimento especializado, enquanto a fila de espera por procedimentos cirúrgicos continua elevada.


Profissionais denunciam atrasos salariais - Os problemas também atingem as condições de trabalho. Mesmo contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), profissionais relatam atrasos recorrentes no pagamento dos salários, que não são recebidos dentro do prazo estabelecido pela legislação.


A situação afeta trabalhadores que continuam exercendo suas funções e mantendo a assistência aos pacientes. O sindicato cobra esclarecimentos sobre os atrasos e medidas para garantir a regularidade dos pagamentos.


*Residência médica sob questionamento* - As condições de funcionamento do serviço também levantam dúvidas sobre a capacidade de manter o Programa de Residência Médica em Cirurgia Pediátrica.


A falta de especialistas e de uma equipe responsável pelo acompanhamento diário dos pacientes compromete as condições de supervisão e aprendizado dos residentes.

A formação em uma especialidade cirúrgica exige acompanhamento de profissionais habilitados, tanto na avaliação dos pacientes quanto na realização de procedimentos.


Sem uma estrutura que assegure essa supervisão, há preocupação com a qualidade do treinamento e com a segurança da assistência prestada.


CREMEB ainda não se manifestou

As condições de funcionamento da Cirurgia Pediátrica foram levadas ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB) por meio de uma consulta formal, que solicita esclarecimentos sobre a cobertura médica, a responsabilidade dos plantonistas, a ausência de diaristas e os requisitos para a manutenção da residência médica.


O documento também questiona as condições de atendimento nos períodos sem cirurgião pediátrico presencial e a supervisão necessária aos residentes durante urgências, emergências e procedimentos cirúrgicos.


Até o momento, não houve retorno do Conselho, segundo as informações recebidas pelo sindicato.


*Sindimed-BA cobra providências* - O Sindimed-BA defende a recomposição das equipes de Cirurgia Pediátrica, com profissionais em número suficiente para atendimento à demanda, acompanhar os pacientes internados e reduzir a espera por cirurgias.


Também cobra o pagamento dos salários dentro dos prazos e condições adequadas para o exercício da Medicina. A situação exige providências para garantir assistência especializada às crianças que dependem do hospital e condições apropriadas para a formação dos futuros cirurgiões pediátricos.

 
 
 

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